domingo, 23 de julho de 2017

Baleias podem ser vistas no litoral de SE até dezembro

POR INFONET

Vídeo foi filmado de uma plataforma da Petrobras pelos servidores Pedro Lima e Reuto Sandes (Foto: Reprodução)


As baleias jubartes estão no litoral sergipano, como mostra um vídeo filmado por dois servidores da Petrobras na plataforma PCB-02. Elas estão em fase migratória e chegaram até as águas brasileiras para parir os filhotes e acasalarem. Apesar do fato chamar atenção, ele é mais comum do que pensamos, de acordo com a Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA). Todos os anos, entre maio e dezembro, os mamíferos saem das ilhas subantárticas e vêm para o Brasil.

As baleias enfrentam uma maratona de mais de 3 mil quilômetros para chegarem as nossas águas quentes. Como são predominantemente migratórios, os mares brasileiros acabam se tornando um habitat natural para esses animais. O objetivo da vinda, para as as fêmeas prenhas, é ter seus filhotes em águas mais quentes e confortáveis. Já para as outras baleias adultas a ideia é acasalar e se reproduzir. O fato é explicado pelo veterinário da FMA Érico Demari: “As baleias se alimentam bastante em águas geladas, onde tem muito alimento, e ganham camadas de gordura para poderem migrar para cá. Algumas vêm em busca de água quente para ter e amamentar o filhote. Aqui ele também vai ganhar uma camada de gordura e ao fim da temporada todos voltam a migrar.”, explica.
As nossas águas quentinhas não são tão fartas em alimentos como as geladas. Por isso, aqui as baleias comem apenas quando têm oportunidade. “As baleias não saem atrás de alimentos. Elas acabam se alimentando de pequenos cardumes ocasionalmente e vão gastando a camada de gordura que ganharam nas ilhas. Mas eles são só petiscos comparado ao que elas conseguem comer em águas frias”, brinca o veterinário.
Quando chega os meses de novembro e dezembro, é hora de voltar para casa. “Por falta do alimento, alguns filhotes até ficam magros. Então eles voltam bem rápido para as ilhas”, explica Demari.
De acordo com o veterinário, um local em que se pode ver as baleias com mais intensidade é em Abrolhos, um arquipélago localizado no sul da Bahia.
A Petrobras patrocina desde 1996 o Projeto Baleia Jubarte e, segundo os pesquisadores, estima-se que a população desses animais esteja em torno de 17 mil.

Veja o Vídeo:

quinta-feira, 13 de julho de 2017

MPF/SE ajuíza ações pela preservação da Praia do Saco

POR AJN1
Foto: ANJ1 / DIVULGAÇÃO

A Justiça Federal, após ações do Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE), estabeleceu restrições aos imóveis irregulares na Praia do Saco, no município de Estância. Com a decisão liminar, estão proibidos construção, melhoria, manutenção ou ampliação dos imóveis localizados em área de proteção permanente. Além disso, foi determinado que os proprietários cessem imediatamente o despejo de esgoto das edificações diretamente no solo.
Outrossim, a Justiça Federal também determinou a desocupação dos imóveis no prazo de 30 dias. No entanto, alguns réus já recorreram da decisão liminar e o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) suspendeu a ordem de desocupação. Todas as outras restrições foram mantidas.
O MPF/SE ajuizou as ações com base na legislação ambiental, que impede qualquer tipo de construção na faixa de areia da praia, numa distância de 100 metros da linha de preamar – a altura do terreno que o mar alcança na maré cheia. As ações também se fundamentam na proibição legal de construções em área de preservação permanente.
De acordo com perícias realizadas por especialistas do MPF, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), a área da Praia do Saco caracteriza um “ambiente de restinga, com dunas de médio e grande porte, com vegetação fixadora e típica de mangue, considerada de preservação permanente”.
Ainda de acordo com as análises técnicas, na região foram construídos bares e casas destinadas a veraneio, com aterramento e esgotamento de dejetos diretamente no solo, contaminando o lençol freático. Além disso, as construções irregulares impedem o acesso público à praia.
Demolição de imóveis
O pedido final das ações do MPF/SE é para a demolição dos imóveis construídos na faixa de praia e em área de preservação permanente, caso permaneçam degradando o meio ambiente. Até o momento, não foi determinada pela Justiça Federal a demolição de nenhuma edificação.
 Com informações do MPF
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